A
maioria dos estudos cuja unidade de análise é o conjunto dos trabalhadores
envolvidos no processo de produção de refeições aponta para uma preocupação com
o ambiente de trabalho, bem como com as características organizacionais que
interferem na saúde dos mesmos.
Matos & Proença e Costa destacaram como condicionantes físicos e gestuais o esforço
físico, a realização da maioria das atividades na posição de pé, o grande
deslocamento, chegando a 7,9km por 8 horas de jornada de trabalho, os
movimentos manuais repetitivos, a adoção de posições incômodas e o levantamento
de peso de forma inadequada.
Com
respeito aos condicionantes ambientais, Costa destacou os espaços de trabalho mal
projetados, com número insuficiente de equipamentos ou com manutenção precária,
além do desconforto térmico, umidade elevada e ruído excessivo.
Quanto
aos condicionantes técnico-organizacionais que afetam o desenvolvimento do
trabalho algumas pesquisas apontam a sobrecarga de trabalho, gerada
particularmente pelo número reduzido de operadores, para dar conta de uma
grande quantidade de refeições a serem produzidas; o ritmo excessivo na
execução das tarefas, em função dos horários de distribuição das refeições e a
ausência de pausas para recuperação do desgaste.
Novelleto
& Proença constataram que
várias inadequações nas condições de trabalho eram agravadas durante o processo
de produção de refeições, tendo início no planejamento do cardápio. A frequência
de determinadas preparações exigia um grande número de trabalhadores para
operacionalizá-las, muitas vezes em posturas inadequadas e executando tarefas
monótonas e repetitivas. As autoras enfatizam que o planejamento de cardápio
deve levar em consideração o número de operadores e priorizar técnicas de
preparo diferentes, no sentido de alternar as posturas a serem adotadas pelos
funcionários ao executar as atividades e, com isso, diminuir a monotonia e
melhorar o ritmo de trabalho.
Assim podemos classificar os aspectos
ergonômicos de uma UAN, observando suas necessidade e implicações:


